O dinheiro na Igreja

19 08 2009

Nos últimos dias vem se falando muito nos meios de comunição sobre a questão dos dízimos e ofertas nas igrejas. Diante disto, devemos refletir:





Onde estão os profetas?

14 08 2009

Não é de hoje que me preocupo com a dimensão profética da igreja. Não me refiro às profetadas, tão comum em centros que mais se parecem com adivinhações e chutes prognósticos, nem aos que se sentem porta-vozes de Deus para manipular a vida de incautos. Me refiro à dimensão vetero-testamentária de pessoas vocacionadas por Deus para diagnosticar o presente, para denunciar os pecados individuais, fossem eles cometidos por pessoas simples como pelos reis, e o pecado nacional (tão esquecido pelos púlpitos e animadores de auditório religioso). Falo do pro+phemi, do pro+phetai, dos Isaías, Jeremias, Amós e Habacuques modernos.

Lembro-me de ter conversado com o presidente de uma igreja protestante de Cuba em 1989, que me falava das maravilhas do ser igreja naquela nação, da liberdade que tinham em pregar e evangelizar dentro das quatro paredes, da dimensão querigmática, diacônica e didática que estavam exercendo. Quando lhe perguntei sobre a dimensão profética, senti que ele se encolheu mais que maracujá maduro. E não conseguiu me dar outra resposta senão afirmar que tudo tem seu tempo.

O mesmo aconteceu com um renomado pastor guatemalteco, diretor de seminário e aclamado como teólogo, que em uma reunião de seminários em Campinas dizia ser a Guatemala o país latino americano mais evangélico e evangelizado em todo o continente. Na hora das perguntas eu lhe perguntei como explicava o fato de ser (falo de 1990) o país mais violento politicamente da América. Ele me disse que não estava ali para falar de política. Mas este homem, quando pastor de uma igreja que fica atrás do Palácio Nacional, permitiu que tropas do exército se colocassem na torre da igreja para vigiar e atirar nos manifestantes. E o pastor sabia que eu sabia disto, porque estive na sua igreja e constatei isto.

Mais recentemente fui visitar minha filha na China e fomos três vezes à igreja que é permitida aos estrangeiros frequentar. Ela me explicava que há relativa liberdade, que podem cantar, orar, convidar outros estrangeiros, podem pregar aos nacionais em suas casas e aos empregados, mas que não podem falar de política, nem falar “mal do governo”. A função profética está castrada.

Olho para a igreja brasileira e fico a procurar profetas no sentido bíblico e não os encontro. Conheci Federico Pagura, argentino, metodista, um p(r)o(f)eta, mistura de profeta e poeta. Conheci Dom Pedro Casaldáliga, outro p(r)o(f)eta. Li sobre Helder Câmara e o respeitei e o respeito. E entre os evangélicos? Quem foi ou é profeta? Quem está levantando de forma profética e poética sua voz para denunciar os escândalos, os desmandos, a locupletação da coisa pública, as hienas do erário, o dono do Maranhão?

Que igreja brasileira é esta, muito mais conhecida pelos “louvores”, solicitação à exaustão de ofertas e dízimos, pelos escândalos de seus “pastores”, pela falta de ética generalizada em seus vereadores, deputados e senadores? Que igreja é esta que seus líderes gostam mais de holofotes, palcos, multidões, lojas, carrões, televisão, rádio do que ter cara e coragem para denunciar os políticos? Quem é profeta nesta igreja brasileira? Quem está dando sua cara? Onde estão os Jeremias, Amós, Habacuques, Isaías, Miqueias?

Esta é uma igreja manca, enferma, deficiente, anormal, diria mesmo uma aberração. Uma igreja que tem mais cantores e milagreiros que pastores e profetas. Uma igreja que tem mais animadores de auditório que doutrinadores, que tem mais excitação que adoração, mais embusteiros que mensageiros. Falta-lhe coragem para o ministério que não dá holofotes, que leva mais às cavernas que aos palcos.

• Marcos Inhauser é pastor, presidente da Igreja da Irmandade e colunista do jornal Correio Popular e este texto foi retirado do site: http://www.ultimato.com.br/?pg=show_conteudo&util=1&categoria=3&registro=1107





Indonésia

26 07 2009

A República da Indonésia é um grande país localizado entre o sudeste asiático e a Austrália que é composto pelo maior arquipélago do mundo, as Ilhas de Sonda, e ainda a metade ocidental da Nova Guiné. Tem fronteiras terrestres com a Malásia, em Bornéu, com Timor-Leste, e com a Papua-Nova Guiné; e marítimas com as Filipinas, Malásia, Singapura, Palau, Austrália e com o estado indiano de Andaman e Nicobar. A localização entre dois continentes, a Ásia e a Oceania, faz da Indonésia uma nação transcontinental. Sua capital é Jacarta. É o quarto país mais populoso do mundo e o primeiro entre os países islâmicos.

Bandeira_indonesia

O cristianismo chegou à Indonésia com os portugueses, em 1511, nas Molucas e continua a ser uma forte religião no leste do país. Missionários holandeses vieram no século XVII, acompanhando os colonizadores.

Baseado na estimativa informal dos líderes da Igreja, há aproximadamente 35 milhões de cristãos no país, incluindo católicos. Dos cristãos, 12,6% é protestante e 7,20% é católico. Embora hoje a Igreja enfrente sérios desafios, ela continua a crescer. Alguns acreditam que a taxa de crescimento anual dos evangélicos seja de 4%: 504 mil ao ano.

A Igreja indonésia está dividia em quase 400 denominações. Cem delas foram registradas na Aliança de Igrejas da Indonésia, a maior organização cristã no país. O governo reconhece a instituição como representante nacional dos cristãos. Contudo, muitas igrejas se mostram descontentes com ela, pois a Aliança não consegue canalizar a aspiração dos cristãos. Ela se mostra reservada quando o assunto é a religião no país.

O governo fez regras estritas para o trabalho de missionários estrangeiros no país. A exceção é para as pessoas que tenham grau de mestrado e queiram contribuir para o desenvolvimento dos indonésios. Há organizações cristãs que realizam ministérios de ajuda humanitária e ação social na Indonésia.

A Constituição reconhece a liberdade religiosa e o governo geralmente a respeita. Igrejas podem ser edificadas e escolas podem ter cursos cristãos no currículo. Até alguns feriados cristãos são celebrados nacionalmente. Entretanto, existe um claro favorecimento aos muçulmanos. Na posição de país com a maior população islâmica do mundo, as autoridades se veem obrigadas a atender os desejos das entidades e líderes islâmicos.

Alguns desses líderes usam de meios legais para oprimir a Igreja. Isso fez com que várias congregações fossem fechadas. Há uma lei que diz que se a comunidade se opõe a uma igreja, esta pode ser fechada.

Além disso, há os radicais muçulmanos que incitam a violência contra os cristãos, atacando-os e com violência. O governo tem lutado contra grupos extremistas, levando a julgamento aqueles que comentem atos terroristas contra as comunidades cristãs ou a população em geral.

Há uma forte pressão para que a sharia (lei islâmica) seja implementada no país. Atualmente, Aceh é a única província autorizada a usar a sharia. Mas governos fora da província promulgaram leis incorporando elementos dessa lei, o que suprimiu os direitos das mulheres e das minorias religiosas. O governo não usou sua autoridade constitucional em assuntos religiosos para rever ou derrubar essas leis regionais.

As pessoas de minorias religiosas, como os cristãos, experimentam discriminação em serviços públicos, como na emissão de certidão de nascimento, casamento e carteira de identidade. Os ex-muçulmanos são o grupo que mais sofre. Eles se tornam alvos fáceis da hostilidade de familiares, da sociedade e funcionários públicos. A sociedade, no geral, agitada pelos muçulmanos fundamentalistas, apresenta uma tolerância cada vez menor às pessoas que abandonam o islamismo por outra religião.

Mais ao leste, a cidade-ilha de Ambon e outras partes da província de Molucas são palco de recentes choques e distúrbios sectaristas. No início de 1999, o adolescente Roy Pontoh, de apenas 15 anos, foi esquartejado na frente dos membros de sua igreja, durante um retiro.

A Indonésia tem uma longa tradição de violência religiosa entre muçulmanos e cristãos. A região de Poso se transformou em um campo de batalha entre os anos de 1999 e 2001, em que os conflitos deixaram mais de mil mortos e deslocaram milhares de pessoas. Nos últimos anos, os cristãos têm sofrido mais pressão. O islamismo avança no país





Metade do Brasil será evangélica?

1 06 2009

A edição do dia 23/05/2009 da Revista Época nos traz uma reportagem que pode ser uma notícia boa, mas acreditamos que devemos ficar mais em alerta que felizes.

imagemA reportagem  nos diz que em 2020 nós seremos metade da população brasileira, caso continuemos com a mesma taxa de crescimento dos ultimos 30 anos.

Com isso, fala a reportagem, o consumo de alcool e de drogas diminuirá e os lares brasileiros serão mais firmes e estruturados.

Até aí, tudo bem, por que somos templo do Espirito Santo de Deus, portanto nosso corpo pertence a Deus, não podemos destruí-lo consumindo drogas ou alcool. E a família foi constituida por Deus, por isso os lares  que temem a Deus são mais estruturados, por que estão firmados na Rocha Eterna. Mas o que nos chama atenção e nos preocupa é um tipo de evangelho que teremos nos próximos anos: flexível, sem regras ou com regras adaptadas a sociedade ou como um meio de alcançar prosperidade.

Como exemplo desse “novo evangelho” a reportagem cita uma igreja que aceita que homossexuais continuem com a prática do homossexualismo, contrariando totalmente a escritura, que nos mostra claramente que Deus fez o homem para a mulher, e que quando o ser humano se inclina para atos que são contrários aos mandamentos de Deus ”pagam caro” por isso. O texto de Romanos 1.21-32 nos fala de pessoas que conheciam a Deus, mas não o glorificaram, seguindo suas vontades e seus desejos perversos, e que como consequência da suas escolhas tiveram o abandono de Deus, outro exemplo desse “novo evangelho” são pessoas que se dizem evangélicos “não praticantes”.

Será que um crescimento desse tipo alegrará o coração de Deus? Nós estamos aqui para sermos sal da Terra e luz do mundo, mas como faremos a diferença se estamos nos adaptando ao mundo ao invés de fazê-lo adaptar-se às vontades de Deus? Não adianta o evangelho ter a extensão de um oceano e a profundidade de uma piscina, porque o resultado disso será uma multidão de “crentes” fracos, não conhecedores de Deus e da Bíblia, e que no último dia ouvirão o que está escrito Mateus 7.22-23.

Devemos ficar atentos, pregar o evangelho da forma que ele é e não da forma com que as pessoas querem que ele seja, para que os próximos cristãos tenham base na Bíblia e para que o Brasil seja impactado com a verdade de Deus, trazendo mudanças radicais na forma de viver dos brasileiros.





Conselho Missionário

17 04 2009

Oi pessoal, hoje eu vou dar uma dica para aqueles irmãos que sentem que a sua igreja não está tão engajada com a obra missionária: Conselho Missionário.

O site da JOCUM teve a idéia de que se formasse em cada igreja um Conselho Missionário, com intenção de se ter mais informações acerca de missões, objetivando orientar, mobilizar e despertar o povo de Deus para a obra missionária. O texto sobre o Conselho Missionário é muito simples de se entender, mostrando o passo a passo deste grupo que será a fonte de informações de toda a igreja, nesse texto nós podemos encontrar tudo sobre o Conselho, quem poderá participar, como trabalhar, quais os objetivos, como formar esse grupo, etc.

Caso alguém tenha ficado interessado o e-mail pra contato é: info@jocum.org.br

Dessa forma, ninguém poderá dar desculpas do tipo: “Eu não sabia que isso acontecia…”, então, mãos a obra!