A Somália (em somali Soomaaliya; em árabe الصومال, transl. aṣ-Ṣūmāl), oficialmente República Somali (Jamhuuriyadda Soomaaliya), é um país africano do Corno de África (ou Chifre de África), limitado a norte por Djibouti e pelo Golfo de Aden, do outro lado do qual se encontra o Iémen, a leste e a sul pelo oceano Índico, por onde faz fronteira com um arquipélago iemenita dominado pela ilha de Socotorá e a oeste pelo Quénia e pela Etiópia. Sua capital é Mogadíscio.

É difícil contabilizar a população somali. O último censo foi realizado pelo governo em 1975; a partir daí só há estimativas, que devem ainda levar em conta o número de nômades e o movimento de refugiados, que fogem da fome e da guerra entre os clãs.
A maioria da população pertence à etnia somali, que se divide em inúmeros clãs. Os quatro maiores clãs – dir, daarwood, hawiye e isxaaq -, no entanto, respondem por aproximadamente três quartos da população do país. Os outros clãs, considerados inferiores, agrupam 20% dos somalis localizados no sul, e uma minoria pertence à etnia banta.
O islamismo é a religião oficial da Somália e, com raras exceções, a maioria dos somalis segue a tradição sunita. Há alguns hindus entre os indianos que trabalham no país.
A Somália é uma das nações mais pobres do mundo. Após anos de guerra civil, a economia entrou em colapso e é controlada por uma minoria que explora o narcotráfico, a venda de armas e o comércio de alimentos. A maioria dos somalis vive da pecuária e da agricultura de subsistência, e depende dos programas de ajuda humanitária.
A fome atingiu proporções catastróficas (75% da população segundo a FAO em 1997). Nos anos seguintes a situação piorou: a guerra civil, que dividiu o território em lugares em poder dos grupos inimigos, secas colossais atingiram a região do Chifre da África e destruiram lavouras inteiras. Muitos homens e seus animais ficaram sem água nem comida. Para piorar, não existem meios seguros de distribuição.
Os primeiros missionários cristãos chegaram à Somália em 1881. Em quase um século de trabalho, eles conseguiram algumas centenas de convertidos, até que foram obrigados a se retirar do país em 1974.
Há um pequeno número de somalis convertidos ao cristianismo morando na Somália, e muitos foram assassinados nos últimos anos por radicais islâmicos que juraram acabar com todos os somalis cristãos.
A falta de lei no país (não há Constituição, por exemplo) abre espaço para o crescimento do extremismo religioso, que é o grande responsável pela perseguição aos cristãos somalis.
Há uma Carta de direitos do governo de transição, mas ela não possui restrições ou proteções à liberdade religiosa. Duas regiões no país – Somalilândia e Puntlândia – adotaram o islamismo como a religião oficial. Em ambas as regiões, os muçulmanos não podem abandonar o islamismo, sob pena de morte.
Extremistas têm acusado organizações cristãs de ajuda humanitária de aproveitarem o caos no país para divulgar o evangelho. Tais acusações acabam atraindo a atenção da mídia e levando a ataques públicos contra os cristãos por parte dos jornais locais. Além disso, os partidos políticos muçulmanos têm publicado relatórios que detalham os programas evangelísticos e advertem severamente o povo somali a manter distância de tais atividades.
Fontes: Portas Abertas e Wikipédia
Nos lembremos sempre da Somália, que necessita muito do nosso clamor em todos os aspectos (sociais, econômicos, religioso, etc)

