Tadjiquistão

26 07 2009

O Tadjiquistão é um país da Ásia Central, limitado a norte pelo Quirguistão, a leste pela China, a sul pelo Afeganistão e a oeste e norte pelo Uzbequistão. Além do território principal, inclui ainda o enclave de Voruh, no Quirguistão. É uma ex-república soviética. Sua capital é Duchambe.

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Dos pouco mais de sete milhões de habitantes, 35% possuem idade inferior a 15 anos. Os muitos grupos étnicos presentes no país incluem iranianos, russos, uzbeques e quirguizes. A língua oficial do país é o tadjique, mas o russo também é amplamente utilizado nos negócios e na administração pública.

O estudo é obrigatório e o analfabetismo praticamente não existe no Tadjiquistão. A maioria dos tadjiques é muçulmana, mas há minorias que seguem o cristianismo ou outras religiões.

O Tadjiquistão é um dos 20 países mais pobres no mundo. Mais de 60% de seus habitantes vivem abaixo da linha de pobreza. A pobreza generalizada continua a alimentar o tráfico de drogas e a militância islâmica. Estima-se que o desemprego atinja mais de 30% da população. Cerca de um milhão de tadjiques emigrou à Rússia para trabalhar, deixando desequilibrada a proporção entre homens e mulheres na nação.

Armas e drogas estão amplamente disponíveis no país. O Tadjiquistão é o principal mediador e estocador das drogas produzidas no Afeganistão e direcionadas à Rússia e países ocidentais. A falta de infra-estrutura e lei abriu espaço para atividades ilegais em partes do Tadjiquistão (80% das drogas produzidas da Ásia Central se encontram no país). Muitos dos viciados acabam presos, pois quase não há centros de reabilitação disponíveis.

O cristianismo chegou ao Tadjiquistão nos primeiros séculos da era cristã, trazido por missionários da Igreja Apostólica do Oriente. No entanto, sua presença na região foi dizimada pelos exércitos de Tamerlão (o último grande conquistador da Ásia Central), gerando um vazio espiritual que veio a ser preenchido pelo islamismo.

Antes da década de 1990, o Tadjiquistão fazia parte da União Soviética, e as igrejas dos russos funcionavam sob diversas restrições. A maioria de seus membros não tinha a visão de alcançar os tadjiques com o evangelho. Com a guerra civil, muitos russos emigraram e a Igreja encolheu. No entanto, a nova liberdade religiosa deu a muitos a oportunidade de pregar aos tadjiques, que, aos poucos, se convertiam.

A Igreja formada por tadjiques é bem jovem e está à procura de sua própria identidade; separada da Igreja russa, mas trabalhando em cooperação com ela. Por meio do ministério em prisões, a Igreja tem crescido consideravelmente com a conversão de ex-viciados que conhecem Jesus enquanto estão presos. A mudança em suas vidas acaba por atrair seus familiares a Cristo também.

Apesar da crescente construção de igrejas e dos bons resultados da evangelização no país, ainda resta muita coisa para ser feita. O maior grupo de cristãos atualmente ainda pertence à Igreja Ortodoxa Russa.

Apesar da liberdade religiosa existente no país, o cristianismo enfrenta oposição por ser profundamente associado aos russos. O islamismo, por sua vez, é tido como integrante da identidade tadjique.

A difusão do islamismo tem o apoio da propaganda iraniana e, ocasionalmente, dos soldados afegãos. Há inúmeros casos de tadjiques que abraçaram o cristianismo e enfrentaram forte oposição de suas próprias famílias.

O Comitê de Assuntos Religiosos monitora todas as atividades das igrejas, em especial das congregações tadjiques. As comunidades religiosas precisam se registrar para atuar. Quando os cristãos evangelizam ativamente, correm o risco de serem levados em julgamento e multados. Também podem ser oprimidos e agredidos.

A importação e disponibilização de livros cristãos são restritas. A única livraria cristã que existia em todo o país foi fechada – um retrocesso para a Igreja.





Indonésia

26 07 2009

A República da Indonésia é um grande país localizado entre o sudeste asiático e a Austrália que é composto pelo maior arquipélago do mundo, as Ilhas de Sonda, e ainda a metade ocidental da Nova Guiné. Tem fronteiras terrestres com a Malásia, em Bornéu, com Timor-Leste, e com a Papua-Nova Guiné; e marítimas com as Filipinas, Malásia, Singapura, Palau, Austrália e com o estado indiano de Andaman e Nicobar. A localização entre dois continentes, a Ásia e a Oceania, faz da Indonésia uma nação transcontinental. Sua capital é Jacarta. É o quarto país mais populoso do mundo e o primeiro entre os países islâmicos.

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O cristianismo chegou à Indonésia com os portugueses, em 1511, nas Molucas e continua a ser uma forte religião no leste do país. Missionários holandeses vieram no século XVII, acompanhando os colonizadores.

Baseado na estimativa informal dos líderes da Igreja, há aproximadamente 35 milhões de cristãos no país, incluindo católicos. Dos cristãos, 12,6% é protestante e 7,20% é católico. Embora hoje a Igreja enfrente sérios desafios, ela continua a crescer. Alguns acreditam que a taxa de crescimento anual dos evangélicos seja de 4%: 504 mil ao ano.

A Igreja indonésia está dividia em quase 400 denominações. Cem delas foram registradas na Aliança de Igrejas da Indonésia, a maior organização cristã no país. O governo reconhece a instituição como representante nacional dos cristãos. Contudo, muitas igrejas se mostram descontentes com ela, pois a Aliança não consegue canalizar a aspiração dos cristãos. Ela se mostra reservada quando o assunto é a religião no país.

O governo fez regras estritas para o trabalho de missionários estrangeiros no país. A exceção é para as pessoas que tenham grau de mestrado e queiram contribuir para o desenvolvimento dos indonésios. Há organizações cristãs que realizam ministérios de ajuda humanitária e ação social na Indonésia.

A Constituição reconhece a liberdade religiosa e o governo geralmente a respeita. Igrejas podem ser edificadas e escolas podem ter cursos cristãos no currículo. Até alguns feriados cristãos são celebrados nacionalmente. Entretanto, existe um claro favorecimento aos muçulmanos. Na posição de país com a maior população islâmica do mundo, as autoridades se veem obrigadas a atender os desejos das entidades e líderes islâmicos.

Alguns desses líderes usam de meios legais para oprimir a Igreja. Isso fez com que várias congregações fossem fechadas. Há uma lei que diz que se a comunidade se opõe a uma igreja, esta pode ser fechada.

Além disso, há os radicais muçulmanos que incitam a violência contra os cristãos, atacando-os e com violência. O governo tem lutado contra grupos extremistas, levando a julgamento aqueles que comentem atos terroristas contra as comunidades cristãs ou a população em geral.

Há uma forte pressão para que a sharia (lei islâmica) seja implementada no país. Atualmente, Aceh é a única província autorizada a usar a sharia. Mas governos fora da província promulgaram leis incorporando elementos dessa lei, o que suprimiu os direitos das mulheres e das minorias religiosas. O governo não usou sua autoridade constitucional em assuntos religiosos para rever ou derrubar essas leis regionais.

As pessoas de minorias religiosas, como os cristãos, experimentam discriminação em serviços públicos, como na emissão de certidão de nascimento, casamento e carteira de identidade. Os ex-muçulmanos são o grupo que mais sofre. Eles se tornam alvos fáceis da hostilidade de familiares, da sociedade e funcionários públicos. A sociedade, no geral, agitada pelos muçulmanos fundamentalistas, apresenta uma tolerância cada vez menor às pessoas que abandonam o islamismo por outra religião.

Mais ao leste, a cidade-ilha de Ambon e outras partes da província de Molucas são palco de recentes choques e distúrbios sectaristas. No início de 1999, o adolescente Roy Pontoh, de apenas 15 anos, foi esquartejado na frente dos membros de sua igreja, durante um retiro.

A Indonésia tem uma longa tradição de violência religiosa entre muçulmanos e cristãos. A região de Poso se transformou em um campo de batalha entre os anos de 1999 e 2001, em que os conflitos deixaram mais de mil mortos e deslocaram milhares de pessoas. Nos últimos anos, os cristãos têm sofrido mais pressão. O islamismo avança no país





Lançamento do DVD Praise the Lord

24 07 2009

Galerinha,

Dia 26 de Julho de 2009 o Ministério Praise The Lord lançará seu 1º DVD. Deus tem abençoado grandemente este grupo, que usa o louvor para levar a palavra de Deus às pessoas.

Chamo a atenção novamente para o trabalho evangelístico que o grupo faz: eles não comercializam o CD, apenas distribuem para os não cristãos, e ficam na total dependência do Senhor em relação as questões financeiras do grupo, provando da fidelidade de Deus.

O evento do dia 26 contará com a presença de Jorge Camargo e a entrada é franca.

Local: Igreja Batista Memorial em Vila Formosa

Av. Dedo de Deus, 113 – Vila Formosa

Telefone: (11)2781-0534

Bom, fica a dica, será uma benção, não percam. Depois passem aqui no blog pra gente comentar.

Deus abençoe…





Azerbaijão

24 07 2009

A República do Azerbaijão ou Azerbeijão é um país localizado no Cáucaso, na fronteira entre a Europa e a Ásia. Inclui uma área principal, junto ao Mar Cáspio, e o enclave de Nakichevan, a sudoeste. O território principal limita a norte com a Geórgia e a Rússia, a leste com o Mar Cáspio, do outro lado do qual se encontram as costas do Turquemenistão, a sul com o Irão e a oeste com a Arménia. A sua capital é Baku.

Considerada uma nação transcontinental, é membro do Conselho da Europa desde 25 de janeiro de 2001.

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Com base no crescimento demográfico atual, é pouco provável que o número de habitantes dobre antes de 2050. Há um equilíbrio entre a população urbana e a rural.

A capital, Baku, é a maior cidade, com quase dois milhões de habitantes, enquanto as outras não têm mais do que 350 mil pessoas.

O vizinho Irã tenta expandir sua influência espiritual sobre o Azerbaijão. Os azeris são como os xiitas iranianos, e estima-se que 25 milhões de iranianos tenham o azeri como sua primeira língua. Muitos grupos fundamentalistas islâmicos operam no país, ainda que ilegalmente. Como o governo azeri está ciente do crescimento dessa influência fundamentalista no país, a partir do Irã, ele acredita que o aumento no número de cristãos nativos pode causar alguma reação indesejável. Por isso, desestimula a conversão ao cristianismo.

Embora oficialmente exista liberdade religiosa, os muçulmanos são a força dominante no poder e têm demonstrado um sentimento anticristão cada vez mais forte depois da guerra contra a Armênia. Uma parcela significativa da população não segue nenhuma religião, fruto da profunda influência soviética.

Quando o Azerbaijão tornou-se uma república independente, havia apenas alguns convertidos no país, ligados aos cristãos russos e armênios. Durante e depois do conflito com a Armênia, a maioria dos armênios deixou o país.

A Igreja protestante russa, entretanto, desempenhou um papel na formação da jovem Igreja azeri. No passado, cristãos russos foram enviados pelo czar ao Azerbaijão, como punição. Esses cristãos começaram a pregar e a organizar igrejas lá. Na era soviética, tudo era proibido, mas a Igreja continuou a funcionar, clandestinamente. Com a abertura no começo da década de 1990, a Igreja formada por azeris começou a crescer. Estima-se que, em 1997, havia seis mil convertidos no país; até 2006, o número havia triplicado. A dependência da Igreja russa diminuiu, e a comunidade azeri torna-se rapidamente uma Igreja que sofre oposição das autoridades locais e nacionais, bem como da sociedade. Os cristãos azeris são considerados traidores, e associados da Armênia, inimiga da nação e considerada um país cristão.

Há provavelmente 20 mil cristãos nativos no país, a maioria da Igreja ortodoxa. Esse número cresceu bastante: em 1994 havia apenas 5 mil cristãos. Menos de mil são protestantes, a maioria deles batistas. Tais números são passíveis de mudanças constantes, uma vez que quase todos os cristãos são estrangeiros, especialmente russos e armênios. Convertidos entre a população local somam menos de uma centena.

Embora a Constituição garanta a liberdade de consciência e religião, todas as comunidades religiosas são obrigadas a se registrar. Para a minoria cristã, é quase impossível obter o registro. A maioria das igrejas protestantes opera ilegalmente, sendo restringidas para operar em público e para obter livros cristãos. Isso as torna vulneráveis a perturbações e perseguição.

O avivamento islâmico tem tornado os azeris menos abertos ao cristianismo. No final da década de 90, o governo praticamente iniciou uma operação de guerra contra os convertidos, utilizando tanto uma pressão direta – interrogatórios, perseguição, demissão, restrições quanto à distribuição de materiais cristãos – quanto indireta, ao incitar a população contra os convertidos.

Os protestantes enfrentam inúmeras dificuldades no Azerbaijão, onde a maioria da população azeri é de origem muçulmana. Alguns clérigos e oficiais do governo muçulmanos têm expressado de forma veemente sua desaprovação à liberdade de atuação dos cristãos.

Apesar da fome espiritual e da abertura das pessoas, 90% dos que se interessam pelo evangelho desistem de segui-lo assim que sofrem pressão de seus empregadores e familiares. O custo de perder o emprego ou de ser rejeitado pelos parentes e amidos, parece alto demais para eles.

Os convertidos azeris são intimidados pela sociedade, e quase sempre são alvo dos ataques da mídia. Eles são retratados como criminosos e traidores do país. Os empregadores não se mostram interessados em manter cristãos como seus funcionários.

Problemas com as permissões para religiosos estrangeiros servirem às congregações cristãs parecem ter sido resolvidos. Dois pastores estrangeiros conseguiram vistos para continuar seu trabalho nas igrejas.

Apesar das intermitentes dificuldades acima relatadas, os batistas afirmam que pretendem continuar seu trabalho evangelístico: “Pedimos que orem por nós para que o Senhor nos inspire a pregar sem medo as boas novas de Cristo a todo o momento”.

Fontes: Wikipédia e Portas Abertas





Turquia

24 07 2009

A Turquia (Türkiye, em turco), cujo nome oficial é República da Turquia (Türkiye Cumhuriyeti), é um país eurasiático constituído por uma pequena parte europeia, a Trácia, e uma grande parte asiática, a Anatólia. Limita com oito países: a Bulgária a noroeste, a Grécia a oeste, a Geórgia a nordeste, a Arménia, o Irão e o Nakichevan azerbaijano a leste, e o Iraque e a Síria a sudeste. É banhada pelo Mar Negro ao norte, pelo Egeu e o Mar de Mármara a oeste e pelo Mediterrâneo ao sul. Sua capital é Ancara.

Nos termos da constituição turca, a Turquia é uma república democrática, secular e constitucional cujo sistema político foi estabelecido em 1923, após o fim do Império Otomano. Atualmente, negocia sua adesão como membro pleno da União Europeia.

A Turquia e seus Estados antecessores foram uma ponte entre as culturas ocidental e oriental e o centro de diversas grandes civilizações.

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A história do povo da Turquia remonta ao início da Idade Média, quando nômades turcos vagavam pela Ásia Central e pela Mongólia, vivendo em tendas e cultuando a natureza.

Com a conquista da região pelos abássidas no século VII, muitos turcos se converteram ao islamismo e migraram ao Ocidente. No século XI, sob o governo dos seljúcidas, os turcos substituíram os árabes no controle da Ásia Menor e da Mesopotâmia, e continuaram sua expansão em direção ao noroeste, ameaçando o Império Bizantino e originando o Império Otomano.
Expandindo seus domínios, os seljúcidas interferiram na tradicional peregrinação à Jerusalém, o que provocou o início das Cruzadas.

O apogeu do Império Otomano se deu no reinado de Solimão I, que subiu ao poder em 1520 e liderou os exércitos turcos chegando à Viena, na Áustria. A decadência do domínio turco iniciou-se no século XVII e durou até o fim da I Guerra Mundial, quando a Turquia, aliada da Alemanha, foi derrotada e perdeu suas possessões no Oriente Médio e na África.

Após o armistício, os nacionalistas turcos ganharam poder, expulsando os gregos que haviam invadido o país, e proclamando a República em 1923. A nova nação tomou algumas medidas revolucionárias, como a abolição do sultanato, a reforma legislativa, a adoção do alfabeto romano e a anulação do artigo constitucional que declarava o islamismo a religião oficial da Turquia.

A Turquia juntou-se às Nações Unidas em 1945 e, em 1952, tornou-se membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Na última década, o país sofreu muitas reformas que fortaleceram sua democracia e economia, possibilitando, com isso, negociações para ser membro da União Europeia. A Constituição, de 1982, estabelece o país como um Estado secular, e concede liberdade de crença e culto, e disseminação privada de ideias religiosas.

A Constituição garante liberdade religiosa e, geralmente, o governo respeita esse direito na prática. Ainda que o proselitismo seja legal no país, muçulmanos, cristãos e baha’is enfrentam algumas restrições e prisões ocasionais sob a acusação de praticá-lo ou de praticar reuniões não-autorizadas.

Respeitar a liberdade religiosa dos não-muçulmanos é essencial para a concretização da expectativa da Turquia em participar da União Europeia. Portanto, a reforma de leis contra igrejas cristãs tem sido facilitada, e o preconceito antiocidental retirado de textos didáticos das escolas. A atual liderança do partido Justiça e Desenvolvimento (AK) chegou até a restaurar uma antiga Igreja armênia no leste da Turquia, ignorando as objeções dos seus membros mais religiosos.

Mas, ao mesmo tempo, o sentimento anticristão está no ar. Existe um popular seriado de televisão chamado “Vale dos Lobos”, que apresenta cenas que depreciam os cristãos. A série retrata um adolescente convocado por um grupo nacionalista a matar um editor de livros cristãos, e alguns episódios passam a ideia de que missionários cristãos são inimigos da sociedade e culpados por ligações com organizações criminosas que praticam tráfico de órgãos e prostituição.

Um novo ultra-nacionalismo mesclado com militância islâmica tem causado numerosos ataques contra cristãos nos últimos anos em toda a Turquia. Na região do Mar Negro, adolescentes desempregados estão especialmente inclinados a isso. “O empenho dos cristãos está crítico”, diz Husnu Ondul, presidente da sede da Associação Turca dos Direitos Humanos de Ancara.

Fontes: Wikipédia e Portas Abertas





Mauritânia

21 07 2009

A Mauritânia (em árabe: موريتانيا; transl. Mūrītāniyā), oficialmente República Islâmica da Mauritânia (الجمهورية الإسلامية الموريتانية, transl. Al-Jumhūriyyah al-Islāmiyyah al-Mūrītāniyyah) é um país situado no noroeste da África. Situa-se na região do deserto do Saara, e faz fronteira com o oceano Atlântico a oeste, com o Senegal a sudoeste, Mali a leste e sudeste, com a Argélia a nordeste e com o Saara Ocidental a noroeste. Recebeu o nome da antiga província romana da Mauritânia, que posteriormente batizou um reino berbere da região. A capital e maior cidade é Nouakchott, localizada na costa do Atlântico.

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A Mauritânia foi uma colônia francesa por séculos, mas obteve sua independência em 1960. Em 1984, Maaouya Ould Sid Ahmed Taya tomou o poder em um golpe, e governou a Mauritânia com mão-de-ferro por mais de duas décadas. Uma série de eleições presidenciais realizada por ele foi vista amplamente como fraude. Uma junta militar assumiu o poder no agosto de 2005, derrubou Taya, dissolveu o parlamento, suspendeu partes da Constituição e formou um governo de transição.

Em 19 de abril de 2007, a junta e o governo de transição entregaram o controle a Abdallahi, eleito democraticamente para a presidência. O presidente Abdallahi convocou o parlamento, devolvendo a ordem constitucional ao país. Mas em agosto de 2008 o Exército depôs Abdallahi em um golpe de Estado e formou um conselho de Estado para dirigir a Mauritânia. O fato aconteceu depois de o presidente tentar demitir antigos comandantes do Exército. O novo governo enfatizou a redução da pobreza, melhora da saúde e da educação e a privatização da economia.

O cristianismo chegou à Mauritânia no início do século XX por meio de padres católicos e missionários. Os cristãos não chegam a 1% da população, somando apenas cerca de mil pessoas.

Há protestantes na capital, mas eles não têm sido capazes de iniciar nenhum trabalho de peso no país. A maior parte da atividade evangelística é dirigida a trabalhadores imigrantes da África subsaariana. Não há igreja liderada por mauritanos. Os cristãos do país não conhecem muito do cristianismo, e têm princípios bastante influenciados pelo islamismo. Há missionários no país. Todos eles estão envolvidos com o trabalho de organizações não governamentais (ONGs), ou possuem um emprego secular para garantir seu sustento.

As leis proíbem os mauritanos de ouvir o evangelho ou de se converter ao cristianismo. O governo se encarrega de manter o cristianismo longe do povo. A lei diz que a apostasia (abandono do islamismo) resultará na morte do convertido, embora essa sentença não tenha sido executada (formalmente) nos últimos anos.

Há também artigos na lei de imprensa que restringem a impressão, a distribuição e a importação de materiais religiosos não-islâmicos, embora a posse pessoal desses materiais não seja ilegal.

A divisão da sociedade em tribos e castas dificulta ainda mais a vida dos convertidos. A tribo da qual o indivíduo faz parte é mais importante do que o país, pois as tribos existem bem antes de o país se formar. A atitude de se converter ao cristianismo é vista pela tribo como uma negação dos valores e da identidade do grupo. Isso faz com que alguns não queiram se converter, e que os convertidos não queiram revelar sua nova fé.

Novos convertidos são rejeitados pela família e pela tribo, e membros da tribo podem ser encontrados em praticamente qualquer lugar. As pessoas de origem cristã também sofrem opressão severa em sua comunidade.

Fontes: Portas Abertas e Wikipédia





Tunísia

21 07 2009

A Tunísia (Tūnis – تونس) é um país do norte de África, limitado a norte e a leste pelo Mar Mediterrâneo, através do qual faz fronteira com a Itália, ficando especialmente próxima da ilha de Pantalaria e das ilhas Pelágias, a leste e a sul pela Líbia e a oeste pela Argélia. Capital: Túnis.

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Os fenícios colonizaram a Tunísia por volta do ano 1000 a.C., estabelecendo na cidade de Cartago um importante centro comercial para o Mediterrâneo.

Séculos mais tarde, por volta de 200 a.C., os romanos conquistaram a região e a anexaram ao seu império, permitindo que o cristianismo chegasse à Tunísia assim que surgiu. No entanto, exércitos islâmicos dominaram a região e grande parte do Norte da África no século VII, erradicando completamente toda a influência cristã. O domínio muçulmano perdurou por vários séculos, até que os conflitos com nações europeias tiveram início.

Em 1880, tropas francesas invadiram a Tunísia e, três anos depois, o país tornava-se um protetorado da França. A influência francesa permeou a nação e deixou uma profunda marca, mas o sentimento nacionalista acabou prevalecendo e levando a Tunísia à sua independência em 1956. Nos primeiros anos, a Tunísia declarou-se república e entrou em conflito com a França inúmeras vezes. Com o passar do tempo, a estabilidade foi finalmente alcançada e o país pôde dar continuidade a sua aproximação com o mundo árabe.

O sistema democrático do país é frágil. Partidos muçulmanos foram banidos, mas o presidente deve ser islâmico. O presidente Zine el Abidine está cumprindo o seu quarto mandato de cinco anos.

O cristianismo chegou ao território da Tunísia no final do século I e foi profundamente marcado pelo cisma donatista – um notável movimento herético desencadeado pelo bispo Donato de Cartago, no século IV.

Embora o islamismo tenha varrido a Tunísia no século VII, o cristianismo ainda conseguiu sobreviver na região por mais 300 anos. No século XIII, uma nova Igreja foi implantada no país por missionários franciscanos e dominicanos.

Atualmente, há aproximadamente 25 mil cristãos no país, a maioria dos quais é de católicos franceses ou refugiados libaneses. Amedrontados e isolados, os cristãos de cidadania tunisiana somam apenas alguns milhares e, por serem carentes de treinamento teológico, são presas fáceis da perseguição.

A Constituição tunisiana declara o islamismo a religião oficial do país e determina que o chefe de Estado seja muçulmano. Por outro lado, ela também assegura a liberdade de consciência e protege o livre exercício de culto, desde que não perturbe a ordem pública.

Essa postura tem sido administrada diante do crescente fundamentalismo islâmico no país e o governo proíbe a evangelização, embora haja tolerância ao culto cristão. O islamismo, enraizado na sociedade, cria significativas barreiras culturais à conversão.

Fontes: Wikipédia e Portas Abertas