Palestina

14 07 2009

Palestina (em árabe فلسطين, translit. Filasṭīn; em hebraico פלשתינה; em grego Παλαιστίνη, transl. Palaistinē, e em latim Palæstina), é a denominação histórica dada pelo Império Britânico a uma região do Oriente Médio situada entre a costa oriental do Mediterrâneo e as margens do Rio Jordão. O seu estatuto político é disputado acesamente.

Palestina

A área correspondente à Palestina até 1948 encontra-se hoje dividida em três partes: uma parte integra o Estado de Israel; duas outras (a Faixa de Gaza e a Cisjordânia), de maioria árabo-palestina, deveriam integrar um estado palestiniano-árabe a ser criado – de acordo com a lei internacional, bem como as determinações das Nações Unidas e da anterior potência colonial da zona, o Reino Unido. Todavia, em 1967, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia foram ocupadas militarmente por Israel, após a Guerra dos Seis Dias. 

A população palestina dispersa pelos países árabes ou em campos de refugiados, situados nos territórios ocupados por Israel, é estimada em 4.000.000 de pessoas.

A Palestina, sendo um estreito trecho de favorável passagem entre a África e Ásia, foi palco de um grande número de conquistas, pelos mais variados povos, por se constituir num corredor natural para os antigos exércitos.

Em meados do século XV a.C. a região é conquistada pelo faraó Tutmósis III, mas será perdida no final da XVIII dinastia, para ser novamente reconquistada por Seti I e por Ramsés II. Com o enfraquecimento do poder egípcio em finais do século XIII a.C., a região será invadida pelos Povos do Mar.

Um destes povos, os Filisteus, fixa-se junto à costa onde constroem um poderoso reino. Contemporânea a esta invasão é a chegada das tribos hebraicas, lideradas por Josué. A sua instalação no interior gerou guerras com os Filisteus, que se recusam a aceitar a religião hebraica.

As tribos hebraicas decidem então unir-se para formar uma monarquia, cujo primeiro rei é Saul. O seu sucessor, David (início do I milénio a.C.) derrota finalmente os Filisteus e fixa a capital do reino em Jerusalém. Durante o reinado do seu filho, Salomão, o reino vive um período de prosperidade, mas com a sua morte é dividido em duas partes: a norte, surgirá o reino de Israel (com capital na Samaria) e a sul, o reino de Judá (com capital em Jerusalém).

Após muitos séculos, muitas dominações e potências, cruzadas,  o domínio Árabe, o Império Otomano, o Nazismo, as migrações, conflitos entre judeus, ingleses e árabes,  em 1947 uma reunião da Assembleia Geral da ONU deliberou a partição da Palestina em dois estados, um judeu e outro árabe, que deveriam formar uma união económica e aduaneira. E, finalmente, em 14 de Maio de 1948 , David Ben-Gurion declara o nascimento do Estado de Israel, ao assinar a Declaração de Independência.

Perseguição

Na Palestina, os cristãos estão quase extintos em conseqüência do controle que os extremistas muçulmanos têm sobre a questão palestina e da marginalização dos cristãos, sem mencionar o impacto negativo da intifada (revolta dos palestinos contra Israel) – que é dirigida pelas organizações islâmicas – sobre os cristãos da Palestina.

Os cristãos palestinos estão sofrendo abusos dos direitos humanos, inclusive confisco de terra, estupro e assassinato nas mãos da população muçulmana, que é muito maior, mas eles não abrem a boca para falar e a Autoridade Palestina (A.P.) não lhes oferece nenhum recurso ou proteção.

A constituição da A.P., que precisa ainda ser ratificada, é baseada na Sharia, a rígida lei religiosa islâmica. A Sharia rebaixa os que não são muçulmanos a uma condição inferior e também proíbe conversões do islamismo a qualquer outra religião. O islamismo vê uma conversão como rua de mão única.Você é mais que bem-vindo para se converter para o islamismo, mas quem tiver o atrevimento de pensar em se converter do islamismo para alguma outra religião merece a pena de morte.

Fontes: Wikipédia e CMI Brasil

Oremos por esta região que tem uma história tão conturbada e guerras de raízes tão profundas. E  que os cristãos de lá não se calem, e sejam fortalecidos para enfrentar os diversos confrontos e perseguições.





Brunei

24 06 2009

Brunei faz fronteira com a Malásia e é localizado a noroeste da ilha de Bornéu, ocupa o 29º lugar na classificação de países que sofrem perseguição.

bandeira-da-brunei

Brunei é divido em Brunei Oriental e Brunei Ocidental (onde se encontra 97% da população). O país tem cerca de 380 mil habitantes, menos de um terço tem menos que 15 anos e 77% da população vive na cidade, o restante vive em vilarejos no interior. Os idiomas falados são  malaio, inglês e chinês.

Brunei é governado por um sultão que exerce seu poder mediante decretos. A cultura política incentiva uma submissão silenciosa à suas decisões. O povo é amplamente recompensado com centros de recreação e serviços de saúde e educação completamente gratuitos, além do acesso a empréstimos de juros baixíssimos e alta renda per capita. A economia é completamente dependente da exploração de petróleo e gás natural.

A religião predominante em Brunei é o Islamismo e o sultão é o líder religioso. O governo proibiu a importação de materiais de ensino religiosos, ou livros sagrados como a Bíblia, e negou permissão para a criação ou construção de igrejas, templos ou santuários. Ao mesmo tempo, a maioria dos padres e freiras católicos foi expulsa e nenhum cristão professa publicamente a sua fé. Os cristãos preferem manter-se no anonimato, temendo por suas vidas.

Sabemos que as restrições aos cristãos só tendem a se intensificar, pois o número de cristãos em Brunei só aumenta. Para combater as crescentes conversões o governo esta fazendo cruzadas islâmicas e colocando alguns obstáculos à população, como, por exemplo, exigir que a pessoa se converta ao islamismo antes de ocupar determinada vaga de emprego.

Oremos pela nação de Brunei, para que as portas do país sejam abertas para missionários, pois hoje ainda não há essa permissão.





Lembranças de algo que não há

17 06 2009

Texto extraído do site:
http://www.ultimato.com.br
Escrito por Rodrigo de Lima Ferreira, pastor da Igreja Presbiteriana Independente de Rolim de Moura, em Rondônia.

 No último domingo, celebrei a Ceia na igreja que pastoreio. Para mim, é um momento importante, quando vivenciamos um mistério, que é a presença de Jesus nos elementos e no culto. Na verdade, não dá para explicar aquilo que nós reformados chamamos de “sacramento”. No máximo, podemos compartilhar a experiência. Enquanto me lembrava do culto e do momento da Ceia, da alegria de partilhar da mesa do Senhor com gente tão pecadora quanto eu, mas também tão alcançada pela graça salvadora de Jesus, comecei a ficar triste. Não por causa do culto em si, nem pela igreja que pastoreio. Muito menos pelas pessoas de lá. Minha tristeza se deu por causa de um cansaço. Acho que estou cansado, estafado, esgotado. Não se trata de cansaço físico, que uma boa noite de sono resolve, nem de cansaço ministerial. Estou cansado é dos rumos que a igreja evangélica brasileira anda tomando. Em contraste com a santidade e a intimidade que o Senhor nos proporciona, lembradas pela celebração da Ceia, vivemos tempos muito ruins. Parafraseando Frank Peretti, estamos vivendo em um mundo tenebroso. Não temo em afirmar que rumamos para uma grande apostasia. A fé bíblica deixou de ser parâmetro para o ser cristão. Hoje as pessoas buscam cada vez mais ter experiências sensoriais, ainda que em total afronta às Escrituras. Bíblia? Ora, para quê Bíblia, se hoje temos profetas, bispos e apóstolos ungidos, vindo diretamente do trono de Deus, sem nenhuma chancela do Espírito Santo e de seu corpo, que é a Igreja (não confundir com “igrejas”) aqui na terra? Por que gastar tempo lendo e interpretando uma literatura em sua maior parte de origem semita, produzida há cerca de 2 mil anos, se hoje temos DVDs, CDs e outras bugigangas que trazem o alento necessário às almas ocas? Por que se importar em ser pastoreado de modo saudável, se hoje não nos importamos mais em viver um verdadeiro renascimento medieval? Se hoje se cobra um módico preço de cada incauto para que ele seja abençoado por Deus através de gente que confunde estética metrossexual com intrepidez ministerial? Em nossos tempos, não é melhor cantar “Restitui” do que “Tudo a Ti, Jesus, entrego”? Sempre que posso, procuro alertar as pessoas sobre como a igreja evangélica brasileira tem se transformado nessa espécie de “Sodoma gospel”, onde as pessoas, ainda que religiosas, são más e agem contra o Senhor (Gn 13.13). Fico feliz com a igreja que pastoreio hoje, que tem sido receptiva àquilo que procuro alertar. E sei também de outras comunidades e igrejas locais onde se busca o evangelho verdadeiro. Mas sei também que estamos nos tornando exceção. Sinto saudades do tempo em que as aberrações eram prontamente identificadas e rejeitadas, um tempo em que o “deus-mercado”, o “deus-espelho” e o “deus-sucesso-a-qualquer-preço” ainda não tinham colocado as garras de fora. E isso tudo me entristece bastante. Sei que Deus ampara os seus, não permitindo que fiquem atordoados (1Pe 2.6). Sei que estamos vivendo o cumprimento das profecias acerca da volta de Jesus (Lc 18.8), e que apareceriam falsos cristos e falsos profetas anunciando a “última revelação fresquinha” de Deus (Mt 24.5, 23, 24) — o que de fato já está ocorrendo. Mas a vida ministerial tem dessas coisas. Que Deus me ajude a olhar mais para suas promessas, que refrigeram o coração e a alma (Sl 19.7), enquanto andamos no seu caminho.





“QUE CAMINHO DEVO SEGUIR?”

18 05 2009

Escrito por Claudio Alves de Melo – Igreja Evangélica Moriá

Texto Bíblico: Pv- 14:12; 16:25 “Há um caminho que ao homem  parece direito, mas o fim dele conduz a morte”.

“Alice, durante sua jornada para sair do mundo de fantasia e voltar para casa, chegou numa bifurcação (onde o caminho se dividia em dois). Ficou, durante algum tempo, pensando que caminho deveria seguir. Foi aí que apareceu o gato de botas sentado e lhe perguntou: 

- Qual o problema Alice? Posso te ajudar?

-Estou em dúvida sobre qual caminho seguir, respondeu.

-Aonde você quer chegar? Perguntou o gato.

-Eu não sei. Respondeu Alice.

- “Ora, se você não sabe aonde quer chegar, então qualquer caminho serve…”.

(extraído da fábula: “Alice no País das Maravilhas”).

Embora a citação acima se trate de uma fábula infantil, ela vem confirmar o que a Bíblia Sagrada revela acerca da situação do homem durante toda a sua existência: que caminho devo seguir?

O homem nasce e, quando acaba seu momento de dependência total de seus pais, ele passa a viver em função das suas escolhas sobre qual caminho deve seguir: onde vou estudar? Qual curso na faculdade devo fazer? Devo me casar e com quem? Onde vou morar? Como quero que seja meu funeral? Etc, etc…

A bíblia revela que a situação do homem com Deus, que “sabe todas as coisas”, não anda muito boa e que, por causa dessa “situação não resolvida com o Criador”, a maioria das decisões tomadas geralmente são erradas e, quando na melhor das intenções, levam o homem a uma frustração de vida, confirmando aquilo que o sábio Salomão inspirado por Deus chama de  “vaidade e aflição de espírito ou vaidade e correr atrás do vento”. Eclesiastes cap.1.

Mais do que saber “qual” caminho seguir, precisamos saber “onde” queremos chegar.

Se não temos um foco em nossa vida, tudo que é colocado diante de nós serve, ou seja, entramos em qualquer caminho a nossa frente e passamos a vida toda dando voltas e voltas sem chegarmos a lugar algum e as frustrações, decepções, fracassos e quando pior, a morte certamente estarão nos esperando lá no final.

Onde quero chegar? Saber o nosso destino é crucial para nossa felicidade que é a vontade de Deus. Se eu quero “chegar a Deus”, então fica fácil saber qual caminho devo seguir, pois ele nos é revelado claramente na Bíblia: “Eu sou o caminho a verdade e a vida e ninguém vem ao Pai a não ser por Mim”, disse Jesus (Jo. 14:6).

Deus sabe das nossas necessidades humanas e em Sua Palavra nos dá a resposta para todas as indagações que surgem ao longo de nossa vida para que saibamos quais decisões devemos tomar para sermos felizes e não nos decepcionar.

Seguir o caminho com Deus é dar sentido a vida: ser criança, ser adolescente, jovem, adulto, idoso, morrer; estudar, trabalhar, amar, ser amado, fazer a coisa certa, amar o próximo, etc.

Colocar tudo em Suas Mãos não é fugir da responsabilidade, muito pelo contrário, é a atitude mais responsável que o homem pode tomar em sua vida; é sair da fantasia e entrar na realidade para o qual nós fomos criados e o que devemos fazer:

                    “Colocar a nossa vida nas Mãos de Deus é estar no caminho certo que nos leva de volta ao nosso lar.”