Infantícidio nas comunidades indígenas do Brasil

14 11 2009

Um assunto muito polêmico e que sempre divide opiniões é a partir de que momento devemos deixar a cultura de lado e lutar pela sobrevivência dos seres humanos. A cultura indígena sempre está presente neste debate, especificamente os casos de infantícido, quando as mães  constatam, na hora do parto, que seus filhos não são perfeitos e, portanto, não podem continuar vivos. A decisão de tirar a vida desses pequenos, na cultura indígena, é absolutamente normal,obrigando a mãe a carregar este fardo pelo resto da vida. Devemos orar para que, cada vez mais, as mães indígenas deixem de lado sua cultura, para que menos crianças morram de uma forma tal absurda.

Abaixo colocaremos o texto retirado de uma importante organização, que tem como objetivo prevenir o infantícidio no Brasil:

Enquanto faltam dados confiáveis, muitas das mortes por infanticídio são mascaradas nos dados estatísticos como morte por desnutrição ou causas inespecíficas.

Um dos primeiros desafios na erradicação do infanticídio é o levantamento de dados confiáveis. A tendência do governo é tentar minimizar o problema. Para o coordenador de assuntos externos da FUNAI, Michel Blanco Maia e Souza, os casos de infanticídio não merecem maior atenção do governo. “Não temos esses números, mas acredito que sejam casos isolados.”

Com base no Censo Demográfico de 2000, pesquisadores do IBGE constataram que para cada mil crianças indígenas nascidas vivas, 51,4 morreram antes de completar um ano de vida, enquanto no mesmo período, a população não-indígena apresentou taxa de mortalidade de 22,9 crianças por cada mil. A taxa de mortalidade infantil entre índios e não-índios registrou diferença de 124%. O Ministério da Saúde informou, também em 2000, que a mortalidade infantil indígena chegou a 74,6 mortes nos primeiros 12 meses de vida. Curiosamente, nas notícias do IBGE e do Ministério da Saúde não há qualquer explicação da causa mortis.

Muitas das mortes por infanticídio vêm mascaradas nos dados oficiais como morte por desnutrição ou por outras causas misteriosas (causas mal definidas – 12,5%, causas externas – 2,3%, outras causas – 2,3%).

Segundo a pesquisa de Rachel Alcântara, da UNB, só no Parque Xingu são assassinadas cerca de 30 crianças todos os anos. E de acordo com o levantamento feito pelo médico sanitarista Marcos Pellegrini, que até 2006 coordenava as ações do DSEI-Yanomami, em Roraima, 98 crianças indígenas foram assassinadas pelas mães em 2004. Em 2003 foram 68, fazendo dessa prática cultural a principal causa de mortalidade entre os yanomami.

A prática do infanticídio tem sido registrada em diversas etnias, entre elas estão os uaiuai, bororo, mehinaco, tapirapé, ticuna, amondaua, uru-eu-uau-uau, suruwaha, deni, jarawara, jaminawa, waurá, kuikuro, kamayurá, parintintin, yanomami, paracanã e kajabi.

“Não existem dados precisos… O pouco que se sabe sobre esse assunto provém de fontes como missões religiosas, estudos antropológicos ou algum coordenador de posto de Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) que repassa as informações para a imprensa, antes que elas sejam enviadas ao Ministério da Saúde e lá se transformem em “mortes por causas mal definidas” ou “externas”. Marcelo Santos, em “Bebês Indígenas Marcados para Morrer” (Revista Problemas Brasileiros, SESC-SP, maio-junho/2007) 

 http://www.hakani.org/pt/infanticidio_entrepovos.asp





2ª Conferência de Tradução da Bíblia

9 11 2009

A paz do Senhor…

Existem 6.912 línguas no mundo, e 2.251 línguas que ainda precisam de tradução da bíblia , então ainda há muito trabalho!
No dia  21/11 acontecerá a 2ª Conferência de Tradução da Bíblia, com entrada franca, portanto, acessível a todos, que possamos participar  e diminuir o número de línguas onde não há tradução da Bíblia.
 
Local: Auditório da Sociedade Bíblica do Brasil
Av. Tiradentes, 1441 - São Paulo - (prox. Metrô Armênia)
Horário: Das 10:00 às 18:00
 
Tradução




Pós – Marcha pra Jesus

5 11 2009

Como comunicamos no post passado nós, do blog Viva Missões, estivemos presentes na Marcha pra Jesus 2009. O fato de podermos proclamar e declarar a todos que somos do Senhor Jesus sem sofrermos conseqüências sérias é maravilhoso! Ver todas aquelas pessoas “marchando pra Jesus” em um feriado foi muito lindo! Mas o nosso intuito foi chamar atenção dos cristãos para a causa da igreja perseguida, e entrevistar algumas pessoas pra sabermos quantas conhecem a igreja perseguida e quantos cristãos congregam em igrejas que são envolvidas em missões. O resultado não foi dos melhores, Fomos com uma faixa e isso chamou muita atenção, muitos paravam para ler o que estava escrito. Mas quando entrevistamos as pessoas, percebemos que a maioria sequer sabia da existência da igreja perseguida, alguns demoravam pra responder que conheciam, mas estava claro que não tinham a menor idéia do que estavam respondendo, é triste saber que os cristãos livres não se deram conta, até hoje, que há pessoas em pleno século XXI que morrem por escolherem a Cristo como seu maior exemplo.

 Sabemos que isso é apenas uma pequena contribuição, mas que os irmãos perseguidos possam saber que nós estamos na luta com eles, “segurando a corda” do lado de cá.

Deixamos uma fotinho da ação SL733092e um abraço!